Explante: retirada de prótese de mama com segurança e planejamento
O que é o explante
O explante é o procedimento cirúrgico de remoção dos implantes mamários sem substituição por novos. As motivações são variadas — intercorrências clínicas, mudança de momento de vida, desejo de retornar ao corpo natural ou simplesmente a decisão de não ter mais implantes. Independentemente da razão, é uma decisão legítima e merece o mesmo cuidado técnico de qualquer outra cirurgia de mama.
Não é uma cirurgia simples por ser uma retirada. O manejo correto da cápsula, a preservação do tecido mamário remanescente e o planejamento do contorno final exigem o mesmo rigor técnico de qualquer procedimento de mama.
Quando o explante é indicado
As motivações para o explante são diversas e igualmente válidas. A decisão é sempre da paciente — e o papel da avaliação médica é oferecer as informações necessárias para que essa decisão seja tomada com clareza.
Intercorrências clínicas
Contratura capsular avançada, ruptura do implante, dor persistente, infecção ou qualquer outra complicação associada ao implante são indicações clínicas de retirada. Nesses casos, o explante deve ser acompanhado de capsulectomia total em bloco e da reconstrução do contorno mamário
Síndrome ASIA e sintomas sistêmicos
Algumas pacientes relatam sintomas sistêmicos que atribuem à presença dos implantes — fadiga, dores articulares, névoa mental, alterações imunológicas. Esse conjunto de sintomas é estudado sob o termo síndrome ASIA — Autoimmune Syndrome Induced by Adjuvants. A relação de causalidade ainda é objeto de investigação científica, mas a queixa é real e merece atenção clínica séria. Para essas pacientes, o explante com capsulectomia total em bloco é a abordagem escolhida.
Mudança de momento de vida
O corpo muda. As prioridades mudam. A mulher que colocou implantes aos 28 anos pode, aos 42, preferir um corpo sem eles. Essa é uma decisão pessoal válida, sem necessidade de justificativa clínica. O explante, nesse contexto, é uma cirurgia eletiva com planejamento específico para o melhor resultado possível após a retirada.
Envelhecimento do implante
Implantes de gerações anteriores, com gel menos coesivo ou histórico de intercorrências, podem ser candidatos à retirada sem substituição — especialmente quando a paciente não deseja um novo implante.
Capsulectomia: total ou parcial
A cápsula fibrosa que se forma ao redor de qualquer implante mamário é uma resposta natural do organismo. Na maioria das pacientes, essa cápsula é fina, flexível e assintomática. Em outras, ela se espessa, se calcifica ou desenvolve alterações que tornam sua remoção necessária ou desejável.
Capsulectomia total
Remoção completa da cápsula junto com o implante — o chamado explante “em bloco” — quando cápsula e implante são retirados como uma única peça. É a abordagem indicada nos casos de contratura capsular avançada, suspeita de ruptura com gel extracapsular, calcificação da cápsula e nos casos em que a paciente apresenta sintomas sistêmicos potencialmente relacionados ao implante.
A capsulectomia total é tecnicamente mais complexa — especialmente quando a cápsula está aderida ao músculo peitoral ou às estruturas adjacentes. Exige planejamento cuidadoso e experiência cirúrgica específica.
Capsulectomia parcial
Remoção de parte da cápsula, mantendo as porções sem alterações significativas. É uma opção em casos específicos, quando a capsulectomia total representaria risco desnecessário para estruturas adjacentes.
A decisão entre capsulectomia total, parcial ou ausência de capsulectomia é técnica — definida a partir da avaliação clínica, dos exames de imagem pré-operatórios e das características encontradas durante a cirurgia.
Explante com mastopexia
A retirada do implante mamário frequentemente resulta em algum grau de ptose — a mama, sem o volume do implante, perde projeção e sustentação. O grau de ptose resultante depende da quantidade de tecido mamário próprio existente, do tempo com o implante, da qualidade da pele e do volume do implante retirado.
Quando há indicação, a mastopexia pode ser realizada no mesmo ato cirúrgico do explante — reposicionando a glândula mamária, removendo o excesso de pele e reconstruindo o contorno com o tecido próprio da paciente.
Essa combinação exige planejamento específico. A mastopexia após explante trabalha exclusivamente com o tecido próprio da paciente — sem o suporte interno que o implante oferecia. O resultado é uma mama natural, proporcional ao biotipo, sem implante.
Nem todas as pacientes precisam ou desejam mastopexia associada ao explante. A decisão é avaliada individualmente, com base nas características das mamas e nas expectativas da paciente.
Simulação 3D antes da cirurgia
Para cirurgias de explante, oferecemos simulação tridimensional do resultado antes de qualquer decisão. Neste contexto, a simulação permite visualizar o aspecto final das mamas sem o silicone antigo e, também, o resultado final com a utilização de lipoenxertias de diferentes volumes ou mesmo colocação de novos implantes.
Como o Dr. Felipe Zampieri planeja o explante
O planejamento começa pela avaliação das motivações, dos sintomas relatados pela paciente, do histórico cirúrgico detalhado e dos exames de imagem existentes. Saber qual implante foi utilizado, em qual plano, há quanto tempo e com qual evolução clínica é fundamental para o planejamento da retirada.
O exame físico avalia as características atuais das mamas: qualidade e quantidade do tecido mamário próprio, características da cápsula palpável, grau de ptose existente e ptose esperada após a retirada do implante, proporção com o restante do corpo.
Exames de imagem complementares são solicitados quando pertinente — especialmente em casos de suspeita de ruptura, contratura capsular avançada ou sintomas sistêmicos que indiquem capsulectomia total.
Com essas informações, o plano cirúrgico é construído: necessidade de capsulectomia e seu grau, associação ou não com mastopexia e expectativas realistas sobre o contorno final após a retirada.
Os procedimentos são realizados nos principais hospitais de São Paulo, em ambiente cirúrgico de alto padrão, com toda a estrutura de segurança necessária.
Como funciona o processo
Consulta inicial
Avaliação clínica completa, revisão do histórico cirúrgico, análise dos exames de imagem disponíveis e discussão sobre as motivações e expectativas da paciente. Orientação clara sobre o contorno esperado após a retirada. Simulação 3D. Tudo dentro do tempo da paciente.
Planejamento cirúrgico
Definição da abordagem mais adequada — necessidade de capsulectomia total ou parcial, associação com mastopexia quando indicado, solicitação de exames complementares quando necessário. Esclarecimento completo das dúvidas antes de qualquer decisão.
A cirurgia
No dia da cirurgia, o Dr. Felipe Zampieri realiza a marcação cirúrgica junto com a paciente, definindo com precisão todos os pontos de referência. A cirurgia é realizada sob anestesia geral. A duração varia conforme a complexidade do caso — em geral entre 2 e 4 horas, dependendo das necessidades e dos procedimentos associados.
Pós-operatório
Acompanhamento presencial e on-line pelo Dr. Felipe Zampieri e sua equipe pelo tempo necessário, em geral 12 semanas. O uso de sutiã cirúrgico é obrigatório nos primeiros 40 dias. Orientações claras sobre retorno às atividades e evolução do resultado ao longo dos meses.
O que esperar do resultado
O resultado do explante depende diretamente das características do tecido mamário próprio de cada paciente e dos procedimentos associados. Expectativas realistas fazem parte do planejamento — e são discutidas com clareza na consulta e através de simulações 3D.
Pacientes com bom volume de tecido mamário próprio e boa qualidade de pele tendem a ter resultados mais satisfatórios sem necessidade de mastopexia. Pacientes com pouco tecido próprio e pele com menor elasticidade podem apresentar maior grau de ptose após a retirada — situação em que a mastopexia associada é frequentemente indicada.
Em ambos os casos, o resultado é uma mama natural, sem implante, proporcional ao biotipo atual da paciente.
As cicatrizes seguem, sempre que possível, as incisões da cirurgia original. Quando há mastopexia associada, as cicatrizes correspondem à técnica utilizada e amadurecem ao longo de 12 a 18 meses.
Perguntas frequentes sobre explante
O que é explante?
Explante é a cirurgia plástica de retirada dos implantes mamários sem substituição por novos. Pode ser realizado por indicação clínica — como contratura capsular ou ruptura — ou por decisão pessoal da paciente. Dependendo do caso, pode ser associado à capsulectomia e à mastopexia.
É necessário retirar a cápsula junto com o implante?
Não necessariamente. A decisão sobre capsulectomia — total ou parcial — depende das características da cápsula, da motivação para o explante e dos achados nos exames de imagem. Em casos de contratura capsular avançada, ruptura ou sintomas sistêmicos, a capsulectomia total em bloco é indicada.
O que é explante em bloco?
Explante em bloco é a técnica em que o implante e a cápsula fibrosa ao seu redor são removidos como uma única peça, sem abertura da cápsula durante a cirurgia. É a abordagem indicada em casos específicos — especialmente quando há suspeita de comprometimento da cápsula ou sintomas sistêmicos associados ao implante.
Como ficam as mamas após o explante?
O resultado depende do volume de tecido mamário próprio existente, da qualidade da pele e do volume do implante retirado. O grau de ptose resultante é avaliado na consulta, com orientação clara sobre o contorno esperado. Quando necessário, a mastopexia pode ser realizada no mesmo ato cirúrgico.
Posso fazer explante sem mastopexia?
Sim. Nem todas as pacientes precisam ou desejam mastopexia associada. A indicação é avaliada individualmente, com base nas características das mamas e nas expectativas da paciente. Em muitos casos, especialmente quando há bom volume de tecido próprio e boa qualidade de pele, o resultado sem mastopexia é satisfatório.
O que é a síndrome ASIA?
Síndrome ASIA — Autoimmune Syndrome Induced by Adjuvants — é um termo usado para descrever um conjunto de sintomas sistêmicos que algumas pacientes atribuem à presença de implantes mamários. Fadiga, dores articulares, névoa mental e alterações imunológicas são os relatos mais comuns. A relação de causalidade ainda é investigada cientificamente, mas a queixa é levada a sério e avaliada com atenção na consulta.
Quanto tempo dura a recuperação?
Os primeiros 10 a 14 dias exigem repouso e limitação de movimentos. Entre 20-25 dias, a maioria das pacientes retoma as atividades cotidianas. O retorno a exercícios físicos ocorre a partir de 30 a 40 dias, conforme avaliação. O uso de sutiã cirúrgico é obrigatório nos primeiros 40 dias. Quando há mastopexia associada, a recuperação segue o mesmo protocolo.
Posso colocar novos implantes no futuro após o explante?
Sim. O explante não impede uma nova mamoplastia de aumento no futuro, caso a paciente mude de decisão. O momento e as condições para uma nova cirurgia são avaliados individualmente. A colocação de novos implantes só não é recomendada em pacientes que desenvolveram sintomas relacionados às próteses.
A cicatriz do explante fica em lugar diferente da cirurgia original?
Sempre que possível, utiliza-se a mesma via de acesso da cirurgia original — o que evita cicatrizes adicionais. Quando há mastopexia associada, as incisões adicionais correspondem à técnica utilizada e são planejadas para ficarem em regiões de menor visibilidade.
Como saber se preciso de capsulectomia total?
A indicação de capsulectomia total é definida a partir da avaliação clínica, dos exames de imagem e das motivações para o explante. Não é possível definir a abordagem mais adequada sem avaliação presencial e análise dos exames de imagem.
Prótese de mama pode causar câncer?
Existe uma condição rara associada a implantes mamários chamada BIA-ALCL — Breast Implant-Associated Anaplastic Large Cell Lymphoma, ou Linfoma Anaplásico de Grandes Células Associado ao Implante Mamário. Apesar do nome, não é um câncer de mama — é um linfoma que se desenvolve na cápsula fibrosa ao redor do implante, não no tecido mamário.
Quando diagnosticado precocemente, o BIA-ALCL tem excelente prognóstico. Na maioria dos casos, a remoção cirúrgica do implante e da cápsula — capsulectomia total — é suficiente para o tratamento, sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia.
O sinal de alerta mais comum é o aumento de volume de uma das mamas de forma assimétrica e progressiva, causado pelo acúmulo de líquido ao redor do implante — chamado de seroma tardio. Qualquer alteração desse tipo deve ser avaliada e investigada por um cirurgião plástico.
O risco existe — e merece ser comunicado com transparência. Mas é um risco muito raro, associado a implantes específicos, com sinal de alerta identificável e tratamento eficaz quando diagnosticado precocemente.
O primeiro passo é a avaliação.
A consulta existe para esclarecer, não para convencer. Você sairá com informações claras sobre o estado atual das suas mamas, as possibilidades reais para o seu caso e expectativas honestas sobre o resultado após a retirada.
A decisão final é sua. E nós vamos te ajudar com toda a informação necessária ao longo desse processo.
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com o cirurgião plástico Dr. Felipe Zampieri
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Sobre o cirurgião plástico Dr. Felipe Zampieri
Conheça um pouco mais sobre a formação e atividades acadêmicas do Dr. Felipe Zampieri:
- Fellow em Reconstrução Mamária no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP)
- Membro do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP)
- Título de Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
- Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
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